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Página da Wikipedia com menções a retratos históricos de Melanchthon por Albrecht Dürer (1526) e Lucas Cranach o Jovem (1561), além de links para imagens de pinturas.
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Felipe Melanchthon - A Mão Direita de Lutero e Pai da Educação Alemã

Felipe Melanchthon (1497-1560) foi um teólogo, erudito e reformador alemão, colaborador próximo de Martinho Lutero na Reforma Protestante. Conhecido como o primeiro teólogo sistemático do luteranismo, ele redigiu a Confissão de Augsburgo e revolucionou a educação na Alemanha.

Por Rev. Douglas Araujo

Vida e Formação

Philipp Schwartzerdt, mais conhecido como Felipe Melanchthon, nasceu em 16 de fevereiro de 1497 em Bretten, no sudoeste da Alemanha. Filho de um armero, mudou seu sobrenome para o helenizado Melanchthon ('terra negra') por sugestão de seu tio, o humanista Johann Reuchlin. Desde jovem, demonstrou prodígio intelectual: aos 12 anos ingressou na Universidade de Heidelberg, onde obteve bacharelado em 1511, e aos 15 anos conquistou o mestrado na Universidade de Tübingen.

Em 1518, aos 21 anos, foi convidado para ser o primeiro professor de grego na Universidade de Wittenberg, recém-fundada. Lá, encontrou Martinho Lutero, que ocupava a cátedra de Teologia Bíblica, iniciando uma amizade e colaboração que marcaria a história.

Contribuições à Reforma Protestante

Em 1519, Melanchthon licenciou-se em teologia e acompanhou Lutero à Disputa de Leipzig, defendendo publicamente a autoridade das Escrituras contra o católico Johann Eck e rejeitando a transubstanciação. Quando Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg em 1521, Melanchthon assumiu a liderança em Wittenberg.

Sua obra mais influente, Loci Communes Rerum Theologicarum (Lugares Comuns Teológicos), publicada em 1521, foi a primeira dogmática protestante, sistematizando as ideias reformadas. Em 1529, protestou contra as decisões da Dieta de Espira, e em 1530, representou os luteranos na Dieta de Augsburgo, apresentando a Confissão de Augsburgo, um documento conciliador de 28 artigos que ele redigiu principalmente, surpreendendo até os católicos pelo tom moderado.

'Orando por la unión de las Iglesias en Cristo y quejándose por la rabies theologorum (a raiva dos teólogos).'

Após a morte de Lutero em 1546, Melanchthon tornou-se o líder intelectual do luteranismo, buscando conciliação entre facções reformadas e até com o catolicismo, defendendo o sinergismo (cooperação humana com a graça divina), o que gerou controvérsias.

Reforma Educacional e Legado

Melanchthon foi pioneiro na educação: promoveu o ensino de clássicos, reorganizou universidades alemãs e defendeu a educação pública gratuita. Na Dieta de Espira de 1526, ajudou a criar o primeiro sistema de educação pública na Alemanha, consultado por 56 cidades. Apelidado de Praeceptor Germaniae ('Preceptor da Alemanha'), influenciou currículos modernos.

  • Professor de grego em Wittenberg (1518).
  • Catedrático de Teologia (1526).
  • Colaborador na tradução da Bíblia.
  • Negociador habilidoso com católicos romanos.

Faleceu em 19 de abril de 1560 em Wittenberg, orando pela unidade das igrejas. Seu legado como teólogo sistemático, educador e conciliador perdura no protestantismo.

Nascimento

Data: 16 de fevereiro de 1497
Local: Bretten, Alemanha

Falecimento

Data: 19 de abril de 1560
Local: Wittenberg, Alemanha

Obras Escritas

  • Loci Communes Rerum Theologicarum (1521) - Primeira teologia dogmática protestante, sistematizando as doutrinas da Reforma.
  • Confissão de Augsburgo (1530) - Documento fundamental do luteranismo, apresentado na Dieta de Augsburgo.
  • Suma de la Doctrina Evangélica Renovada (1524) - Defesa das ideias de Lutero contra a Sorbonne.

Livros Recomendados

Para aprofundar seu conhecimento sobre esta pessoa, recomendamos:

  • Felipe Melanchthon (1497-1560) - Desconhecido (Globethics)
    Análise detalhada de sua vocação como educador e reformador.

Fontes e Referências

Este artigo foi elaborado com base nas seguintes fontes: