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Enciclopédia com biografia completa e possíveis retratos históricos e iconografia de São Domingos de Gusmão
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São Domingos de Gusmão - Presbítero e Fundador da Ordem dos Pregadores

São Domingos de Gusmão foi um sacerdote espanhol, fundador da Ordem dos Frades Pregadores (Dominicanos), dedicada à pregação e combate às heresias. Nascido em 1170, destacou-se pela erudição, pobreza e zelo apostólico, morrendo em 1221 e sendo canonizado em 1234.

Por Rev. Douglas Araujo

Vida e Formação

Domingos de Gusmão nasceu em 24 de junho de 1170, na vila de Caleruega, na diocese de Osma, na Velha Castela, atual Espanha. Proveniente de uma família nobre e católica, desde jovem demonstrou virtudes extraordinárias, dedicando-se aos estudos teológicos com brilho.[1][2]

Aos 24 anos, recebeu a ordenação sacerdotal e foi nomeado cônego da catedral de Osma, onde se destacou pela competência e inteligência. Vendia seus pertences para ajudar pobres e doentes, unindo erudição à caridade.[3][4]

Missões Iniciais

Em 1203, acompanhou o bispo Diogo de Acebes em missão diplomática à Dinamarca, a pedido do rei de Castela. Impressionado com o desconhecimento da fé cristã no norte da Europa, Domingos percebeu a necessidade urgente de evangelização.[1][9]

Em 1205, nova viagem ao norte, passando por Roma e Cister, e encontrando legados papais combatendo os albigenses (cátaros) no sul da França.[1]

Ministério e Obra

No sul da França, Domingos pregou contra as heresias cátaras, adotando vida de pobreza e pregação itinerante. Em 1206, com o bispo Diogo, fundou uma comunidade feminina em Prouilhe, base para conversão de hereges.[1][9]

Após a morte de Diogo em 1207, Domingos continuou sozinho, reunindo companheiros. Em 1214, tornou-se pároco de Fanjeaux e viu batalhas contra hereges em Carcassonne.[1]

Em 1215, apresentou ao papa Inocêncio III, no IV Concílio de Latrão, o projeto da Ordem dos Irmãos Pregadores, aprovada provisoriamente. Em 1217, ganhou aprovação definitiva de Honório III, com ênfase em estudo, pregação e pobreza.[3][6]

  • Fundou conventos em cidades universitárias como Paris e Bolonha para atrair jovens estudiosos.
  • Em 1220-1221, presidiu capítulos gerais, organizando a Ordem em províncias com modelo democrático.[1]
  • Enviou frades à Inglaterra, Escandinávia, Polônia, Hungria e Alemanha.[1]

Domingos propagou a devoção ao rosário mariano, tornando os dominicanos seus guardiões. Levava consigo o Evangelho de Mateus e cartas de Paulo, meditando-os intensamente. Recusou bispados para viver em simplicidade.[2][4]

Últimos Anos e Morte

Em 1221, fundou convento de monjas em São Sisto, Roma. Doente, voltou a Bolonha, onde morreu em 6 de agosto de 1221, aos 51 anos, rodeado de frades. Sepultado na catedral de Bolonha, é padroeiro perpétuo da cidade.[3][8]

Legado

Canonizado em 3 de julho de 1234 por Gregório IX, que o conheceu pessoalmente, Domingos é invocado como modelo de pregador. Sua Ordem combinou ciência, piedade e pregação, influenciando a Igreja contra heresias e na formação teológica.[2][9]

"Domingos dedicou toda a sua vida a conversar com Jesus ou a falar sobre Jesus."

(Vatican News)[9]

Sua vida uniu estudo da Palavra de Deus à pregação evangélica, deixando um legado de fé esclarecida e apostolado itinerante. Milagres póstumos aceleraram sua canonização.[5]

Nascimento

Data: 24 de junho de 1170
Local: Caleruega, diocese de Osma, Castela (atual Espanha)

Falecimento

Data: 6 de agosto de 1221
Local: Bolonha, Itália

Festa Litúrgica

8 de agosto

Padroado

  • Bolonha (Padroeiro Perpétuo)
  • Dominicanos

Livros Recomendados

Para aprofundar seu conhecimento sobre esta pessoa, recomendamos:

  • Santos Franciscanos para cada dia
    Compilação de vidas de santos com detalhes sobre a formação e virtudes de São Domingos.

Fontes e Referências

Este artigo foi elaborado com base nas seguintes fontes: